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Alopecia areata feminina: as mil caras

há 57 minutos
5 min de leitura

Quando a queda de cabelo abala o nosso mundo, o segredo está na atitude e na aceitação... E elas são um grande exemplo!


Mulheres com alopecia — Chiara Cabello

Todos conhecemos a queda patológica de cabelo, sobretudo nos homens: está aí, não é surpresa nenhuma. No entanto, existe um tipo de alopecia associado a uma alteração autoimune, muito menos comum e infinitamente menos piedoso, sem cura, que surpreende pela sua rapidez fulminante: a Alopecia Areata.

Trata-se de pequenas zonas sem cabelo, normalmente arredondadas, que surgem no couro cabeludo sem explicação e que, embora em muitos casos desapareçam, noutros evoluem até tomar conta por completo, chegando a levar de uma só vez todos os pelos do corpo, as sobrancelhas e as pestanas: a Alopecia Universal; bastam poucas semanas para ficarmos irreconhecíveis ao espelho.


Como se lida com esta mudança súbita numa sociedade em que um par de saltos altos e um cabelo comprido são os grandes símbolos de feminilidade? Pode uma mulher andar sem peruca sem se tornar o alvo de olhares de compaixão?


Para uma visão inspiradora, as redes sociais são uma grande fonte de informação. Hashtags como #alopeciaawareness ou #baldisbeautiful são os alicerces de uma comunidade que se esforça por reivindicar o seu lugar, trocando o drama e a autocomiseração pelo humor e pelo otimismo.


Leanne (@leanne.blog) decidiu dar a volta à sua realidade, criando um perfil/diário de bordo no Instagram. A sua alopecia começou quando tinha 17 anos: “Ao início escondia as falhas com maquilhagem, até perder demasiado cabelo e ser impossível disfarçar. Seis meses depois, a minha tia rapou-me a cabeça e comprei a minha primeira peruca. Como tinha esperança de que voltasse a crescer, não contei aos meus amigos”. Enquanto recorria, em vão, a todo o tipo de tratamentos, o apoio dos pais e do namorado foi fundamental. “Juntei-me a vários grupos de apoio online para partilhar histórias e receber conselhos, sobretudo para aprender a desenhar as sobrancelhas!”, explica Leanne. E, de repente, algo mudou: “Abri o blog por vários motivos. Escondi a minha alopecia durante tanto tempo que percebi que deixar o resto do mundo saber seria uma forma de ganhar confiança e vencer o medo. Nunca pensei que pudesse andar por aí feliz, com a cabeça descoberta!”. E se pudesse dar um conselho à sua versão mais nova? “Dir-lhe-ia que não há nada a esconder, que não se feche às manifestações de apoio e de amor e que não ter cabelo não significa que não possa ser linda”.



No caso deShannon (@FauxHairFun), a peruca foi a sua grande salvação. Começou a perder bastante cabelo poucos meses antes do casamento, quando deixou a pílula ao fim de 15 anos. “Fiz tratamentos de fertilidade e isso só piorou a situação. Os médicos continuam a achar que é algo hormonal e dizem-me que só posso esperar”, explica. Enquanto champôs e tratamentos pareciam não ajudar, os esteroides nunca foram opção: “Os riscos não compensavam, porque estava a tentar engravidar”.


Depois de muitas noites de lágrimas, Shannon decidiu agir: “Apesar de estar cheia de medo de como ficaria ou de as pessoas notarem, passados uns meses decidi comprar a minha primeira peruca e, desde então, estou viciada! Hoje em dia continuaria a usá-la mesmo que o cabelo voltasse a crescer. É impressionante como é fácil mudar de visual sem ter de me preocupar em pentear-me”, confessa Shannon. Embora admita que nunca as contou, calcula que tem seguramente mais de 50 perucas.


A alopecia não escolhe idades — que o diga Daniella (@daniellawride), cuja conta de Instagram serve de altifalante para contar a história da filha de 8 anos. Em poucas semanas, o cabelo de Gianessa desapareceu por completo. Longe de se esconderem, mãe e filha decidiram mostrar o novo visual com toda a naturalidade. Gianessa foi notícia em meio mundo depois de ganhar o concurso ‘Crazy Hair Day’ da escola, onde os penteados extravagantes dos colegas ficaram totalmente ofuscados pelo design colorido de Gianessa.


Um dos casos que surpreendem pela precocidade é o de Caroline (@sweetcee1967). Aos quatro anos, a alopecia universal deixou-a completamente careca. Das troças na escola à aceitação total que vive hoje vai um longo caminho: “Posso dizer com sinceridade que sou uma mulher que já não tem medo de se destacar. Já não preciso de uma peruca para me sentir bonita. Sei que olham muito para mim ao longo do dia, mas aprendi a aceitar que Deus tem um propósito para mim. Também incentivo os outros a gostarem de si e a aceitarem-se tal como são: é a chave para vencer a alopecia. Sou uma mulher que desafia o conceito social de ‘beleza’ e aqui estou, sem amarras, medos ou vergonhas. Sou livre!”.



Recorda que a primeira vez que saiu sem peruca foi aos 48 anos, quando voltava para casa depois de uma noite fora com o marido: “Durante a viagem de regresso, a cabeça dava-me muita comichão, por isso tirei a peruca para me coçar. Quando a estava a pôr outra vez, o meu marido pegou-me na mão e disse-me: ‘Querida, não tens de o fazer! Estás segura comigo, nada te pode fazer mal e ninguém vai troçar de ti. És linda, não a ponhas’. Lembro-me de que tirámos uma selfie e que estava a chover. Quando senti o vento e a chuva na cabeça pela primeira vez em quarenta anos, chorei e ri ao mesmo tempo”.

Caroline tem um conselho para quem está a viver a mesma situação: “Não façam da vossa alopecia um segredo, os segredos mantêm-nos presos. Sei que pode ser difícil não ter cabelo, mas hoje pergunto-me porque demorei tanto a aceitá-lo. Entendo que as nossas preocupações são as mesmas, embora os nossos caminhos sejam diferentes. Por isso, seja o que for que a faça sentir confortável, com ou sem peruca, que seja escolha sua. Só temos uma vida, por isso, vamos vivê-la!”.


Não se trata de desistir, mas de saber encaixar o golpe. Por isso, todas estas mulheres fazem da visibilidade a sua melhor arma: desde o testemunho revelador de Lucy Jane, ao humor transbordante da bloguer Hairy Escape (ideal se quiser saber o que não oferecer no Natal a alguém com alopecia) ou à coragem de Becky, que se antecipou à perda progressiva de cabelo, de máquina na mão. Seja como for, elas mostram que sim, que se pode ser muito feminina (e muito corajosa) com ou sem peruca. Obrigada a todas!


Se tem alopecia areata e está a pensar numa peruca, no guia para escolher peruca consoante o tipo de alopecia explico o que deve ter em conta, sobretudo se perdeu todo o cabelo. E em perucas para alopecia pode ver todos os modelos.


 Perucas e turbantes para alopecia — Chiara Cabello

Na nossa loja online de perucas Chiara Cabello pode comprar a nossa coleção de perucas naturais para mulher. São especiais para pessoas com queda de cabelo por quimioterapia, radioterapia, algum tipo de alopecia ou outra alteração ou medicação que provoque queda de cabelo. As nossas perucas vendem-se em Espanha, e somos distribuidores de marcas de alta qualidade como Ellen Wille hair company GMBH, René of Paris e as suas coleções Amore e Noriko, além de Elite International e Jon Renau. As nossas perucas de cabelo humano natural e de fibras sintéticas de gama alta são especialmente leves, muito confortáveis e praticamente impercetíveis, já que os seus materiais são finos e respiráveis. Com confeções à mão e tule frontal ou lace front.





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