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Couro cabeludo e quimioterapia: porque muda e como cuidar dele

há 16 horas
5 min de leitura

Quando falamos da queda de cabelo por quimioterapia, quase sempre pomos o foco no cabelo: quando cai, que peruca escolher, como nos adaptarmos à mudança de imagem. Mas há algo de que se fala muito menos e que, no entanto, se nota todos os dias: o próprio couro cabeludo muda e precisa de cuidados diferentes dos que lhe dávamos antes.


Mulher a cuidar do couro cabeludo sensível durante a quimioterapia

A minha alopecia é areata universal, não oncológica, mas há anos que estou em contacto com mulheres que passam por tratamentos de quimioterapia, e esta é uma daquelas coisas que quase ninguém nos conta antes de as vivermos: não é só o cabelo que cai, é que a pele que fica a descoberto se comporta de forma diferente daquela a que estava habituada. Vamos falar disso com calma, sabendo que não sou profissional de saúde e que qualquer incómodo, irritação ou dúvida concreta sobre a sua pele deve ser sempre colocada à sua equipa de oncologia ou de dermatologia.


Porque é que o couro cabeludo fica mais sensível durante a quimioterapia


Quando o cabelo desaparece, a pele da cabeça perde uma proteção natural que esteve ali a vida toda, sem nos darmos conta do muito que fazia por nós. O cabelo amortecia a fricção, filtrava parte do sol, ajudava a regular a temperatura e funcionava como barreira contra os produtos e tecidos que tocavam diretamente na pele.

Sem essa camada, o couro cabeludo fica muito mais exposto, e muitas mulheres notam secura, repuxar, maior sensibilidade ao toque ou até alguma comichão. A isto junta-se o facto de os tratamentos oncológicos poderem afetar, em geral, a pele de todo o corpo, tornando-a mais reativa do que o habitual. Não é algo que deva normalizar ao ponto de não o comentar se a preocupar, mas é útil saber que, em linhas gerais, é uma parte esperada do processo.


Turbante oncológico Alba para usar em casa – Chiara Cabello

A sensação de frio de que ninguém nos avisa


Uma das mudanças que mais surpreende as mulheres que começam este processo é o frio. O corpo perde uma parte importante do seu calor pela cabeça e, quando já não há cabelo que o retenha, nota-se especialmente ao dormir, ao sair à rua ou simplesmente em casa com o aquecimento baixo. Por isso, muitas mulheres optam por usar um turbante ou um gorro também em casa, e sobretudo para dormir, não tanto pela estética, mas pelo simples conforto físico.

Se tem esta sensação, não é nada estranho nem preocupante em si: é uma consequência lógica de já não ter a camada de isolamento natural que era o cabelo.


Proteção solar: o ponto mais esquecido


Este é provavelmente o aspeto mais importante e aquele que menos se tem em conta no início. Um couro cabeludo sem cabelo fica diretamente exposto à radiação solar, algo para o qual essa pele não está preparada, porque normalmente esteve protegida a vida toda.

Se vai sair à rua, convém aplicar protetor solar específico também na cabeça, tal como o aplicaria no rosto, e voltar a aplicá-lo de poucas em poucas horas se estiver muito tempo fora. As horas centrais do dia, aproximadamente entre as 12h00 e as 17h00, são as de maior intensidade solar; por isso, se puder evitar a exposição direta nesse período, melhor. Um turbante ou uma peruca também funcionam como barreira física contra o sol, por isso usá-los não é só uma questão de imagem: é também uma forma de proteger a pele.



Higiene e produtos: menos é mais


Durante este processo, o couro cabeludo agradece rotinas de higiene simples e produtos suaves, sem perfumes agressivos nem ingredientes que possam ser irritantes. Um sabonete neutro costuma ser a opção mais segura para o contacto direto com a pele, quer use turbante, quer ande de cabeça descoberta em casa.

Se usa turbante, isto também afeta a forma como cuida dele: lavá-lo à mão com sabão neutro ajuda a que o tecido não perca suavidade e continue a respeitar uma pele que já está, por si só, mais reativa.



Turbante de tecido suave e respirável para couro cabeludo sensível durante a quimioterapia

Escolher turbante ou peruca a pensar também na pele


Na hora de escolher o que usar na cabeça durante este processo, além da parte estética, vale a pena pensar em como a sua pele se vai sentir com esse material muitas horas por dia.

Os tecidos naturais, como o bambu ou o algodão orgânico, costumam ser uma boa opção porque são respiráveis, absorvem bem a humidade e são suaves ao toque. Na Chiara Cabello temos turbantes da Christine Headwear e a nossa própria linha Turbantes Chiara Cabello , feitos sem costuras interiores agressivas para evitar fricções.

Se prefere peruca, é importante que a touca seja respirável e leve, para não criar pressão nem transpiração excessiva sobre uma pele já sensível. Já falámos disto com mais pormenor no artigo "Diferença entre peruca oncológica e peruca convencional", onde explicamos porque é que as perucas pensadas especificamente para processos oncológicos cuidam melhor deste aspeto do que uma peruca convencional.

Se por estes dias se decidir por uma peruca, pode interessar-lhe saber que toda a gama Ellen Wille tem este mês 25% de desconto já aplicado no preço, sem código. É uma marca com muita variedade em fibra sintética e HD, com toucas leves e respiráveis como as que referimos.



Algumas coisas que convém evitar


Há alguns hábitos que, embora pareçam inofensivos, não ajudam um couro cabeludo que já está a passar por muito. Não é recomendável dormir com a peruca posta: o contacto contínuo com a almofada gera fricção, tanto para a peruca como para a pele. Também não costuma ser boa ideia fazer desporto com peruca, porque a transpiração pode ser incómoda sobre uma pele sensível; nesses momentos, um lenço ou um turbante específico para atividade física costuma ser a opção mais confortável.


Quando consultar a sua equipa médica


Tudo o que referimos aqui são mudanças habituais e esperadas durante o processo, mas há sinais que convém comentar sempre com o seu oncologista, o seu dermatologista ou a equipa de enfermagem que a acompanha: dor intensa, feridas que não cicatrizam, vermelhidão muito marcada ou qualquer sintoma que a preocupe e que fuja ao que considera habitual. Ninguém melhor do que a sua equipa médica para avaliar o seu caso concreto; por isso, na dúvida, é sempre melhor perguntar.


Cuidar da pele também é cuidar de si


Por vezes, no meio de um processo tão intenso como a quimioterapia, cuidar do couro cabeludo pode parecer um pormenor menor comparado com tudo o resto. Mas dedicar-lhe um pouco de atenção, com produtos suaves, proteção solar e um turbante ou uma peruca que respeite a sua pele, é também uma forma de cuidar de si e de tornar o dia a dia um pouco mais leve.

Se tem dúvidas sobre o turbante ou a peruca que melhor se adapta à sua pele durante este processo, na Chiara Cabello estamos aqui para a ajudar a escolher com calma. Pode escrever-nos por WhatsApp para o +34 618 53 78 53, por email para pedidos@chiaracabello.com, ou preencher o nosso formulário de contacto, e acompanhamo-la no que precisar.


Perguntas frequentes


Porque é que o couro cabeludo fica sensível durante a quimioterapia?


Ao perder o cabelo, a pele perde uma proteção natural contra a fricção, o sol e as mudanças de temperatura, o que pode provocar secura, repuxar ou maior sensibilidade.


É normal sentir frio na cabeça sem cabelo?


Sim, é uma sensação muito habitual, porque o cabelo ajudava a reter o calor do corpo. Por isso, muitas mulheres usam turbante também em casa e para dormir.


É preciso usar protetor solar na cabeça quando não se tem cabelo?


Sim, recomenda-se aplicar protetor solar no couro cabeludo tal como no rosto e reforçar a proteção com turbante, peruca ou boné como barreira física adicional.


Que tecido é melhor para o couro cabeludo sensível?


Os tecidos naturais, como o bambu ou o algodão orgânico, costumam ser os mais recomendados pela respirabilidade e pela suavidade ao contacto com a pele.


Chiara Cabello, loja de perucas oncológicas de cabelo natural e de fibra sintética

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